17 de ago. de 2007

Artistas Itinerantes

Ok, eu sei. O transporte público em Brasília é um verdadeiro caos. Pegar um ônibus nessa cidade é um verdadeiro martírio etc, etc, etc. Mas ainda assim consegue ser divertido. Antes que eu seja tachada de maluca, achem que eu cheirei meias ou coisa do gênero me defendo: Atire a primeira pedra aquele que nunca encontrou algo inusitado dentro de um ônibus.

Quem nunca se assustou com o carinha da arnica, que fala que a ditacuja é bom pra tudo, se duvidar deve até cobrir seu cheque especial no final do mês...Quando ele entra no baú, com aquela roupa velha e a sacolinha a tiracolo, distribuindo galhinho para todos os passageiros, sempre causa uma sensação...

E quem nunca encontrou os palhaços chilenos que fazem gracinha com Deus e o mundo e depois
gentilmente tiram o chapéu para recolher donativos? Duvido que mesmo que você tenha brigado
com o namorado, tomado esporro do chefe ou se ferrado numa prova difícil, que consiga ficar sem abrir um sorriso....

E a lista continua. As 2 mímicas que são de uma companhia de teatro, o baleiro que parece repentista, o vendedor de mel poeta, o tio da paçoca e da pipoca...é...chega a ser sem graça a vida de quem anda de carro hehehe

E hoje me deparei com mais um desses inusitados espécimes. Um trio peruano que toca nos ônibus para divulgar o seu cd. Os caras são bons, com suas harpas e maracas e vão tocando e ganhando seu dinheirinho, vendendo seus cds e alegrando a vida dos passageiros.

Pode até ser dura a vida desses profissionais, porque não é nada agradável ter que tentar a
vida pelas paradas de ônibus da cidade. Mas porque não fazer isso de uma forma agradável? E esses verdadeiros artistas fazem isso diariamente e muitas vezes não reconhecemos.
Parem pra pensar...A viagem não fica um pouco menos maçante dessa forma?

É como diria Milton Nascimento...." Todo artista tem de ir aonde o povo está"

16 de ago. de 2007

Time is the wisest counselor

Geralmente essas "sortes" de orkut só servem para muitas risadas e brincadeiras bobas. Não sei porque, mas a de hoje me chamou a atenção...

Uma conversa que eu tive essa semana me fez pensar no assunto. O tempo realmente resolve as coisas? Ou seria mais uma fuga do ser humano, na tentativa de que os problemas sumam por si só? Independente disso, chega a ser reconfortante pensar que o passar do tempo fará com que cicatrizes fechem, dores se curem, desilusões se esqueçam....

A verdade é que o tempo não é conselheiro nem cura nada. O tempo apenas faz com que, tantas outras coisas aconteçam, que aquilo que hoje machuque tanto amanhã já não tenha tanta importância. Por essa razão, aqueles que não conseguem esquecer as coisas sofrem tanto. Porque não deixam de lembrar da dor e sofrimentos causados e dessa forma não se consegue deixar a vida fluir. E não sofrem o amortecimento causado pelo fator tempo.

Então...vamos deixar o tempo fazer o papel dele e esperar que logo aconteçam tantas outras coisas que essas deixem de incomodar de uma vez.

15 de ago. de 2007

O menino dentro da menina

Acorda o menino dentro da menina. Sim, é menina, mas tem um menino dentro dela. Um menino como todos os outros meninos que gosta de coisas de menino. Bola, carrinho, cartas...
O menino acorda querendo ver gol. Como todo menino, o menino dentro da menina gosta de futebol. Gosta de gritar, torcer, vibrar. Xinga a mãe do juiz q não apita direito, xinga o jogador do time adversário, xinga quem passa na frente da televisão ou resolve ligar durante a partida.

O importante é poder xingar. E nem adianta vir ninguém dizer "menina, que coisa feia, xingando que nem menino" Não é a menina que grita. É o menino. E menino pode.
Começa o jogo. Os olhos da menina não piscam, mas o menino dentro dela esperneia a cada lance. Mesmo as narrações mal-feitas são dignas de comentário.

A menina com o menino dentro está sozinha em seu quarto. O menino preferia estar com os amigos da menina assistindo ao jogo ou então em algum bar lotado de pessoas torcendo para o mesmo time que ela. Mas encontram-se ambos no quarto da menina, fazer o que...

A menina está cansada, teve um dia cheio. O menino não. Ele anda adormecido há dias só esperando um momento como aquele. O jogo sai do ar. E agora? Menina ou menino, não se sabe identificar, tenta em vão arrumar a tv. Nada. O jeito vai ser ligar o rádio. E o jogo começa a ser narrado. A menina fecha os olhos, é quase como se estivesse no estádio.

O menino atento a todos os detalhes. A menina aos poucos vai se desligando do corpo, fica apenas o menino. Agora é a menina quem dorme. E o menino pode enfim soltar o grito reprimido: GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL é do seu time, é do seu ídolo, é no seu estádio. É seu dia de glória. A menina dorme a sono profundo, sem nem imaginar o que se passa com o menino dentro dela.

E ele está lá deitado e vibrando de alegria. Ao longe escuta-se um grito. -Foi gol? Gol de quem? A menina desperta um segundo e responde a voz que gritara que o gol era do seu time. A voz pergunta outras coisas mas o menino já fez com que ela dormisse de novo e apenas ele pode estar presente novamente. E o time adversário avança, passa pela grande área, vem vindo, vem vindo...tá na cara do gol, chuta e.....DEFEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEESA do goleiro.

O menino exulta de felicidade. A menina adormecida nada vê. Mas ali está o menino dentro dela atento a cada detalhe. Acaba o primeiro tempo. Intervalo e ele acorda a menina. Ambos sentem fome, e ela vai até a cozinha pegar biscoitos e refrigerante. Ele preferia salgadinhos e cerveja, mas nada é perfeito. Afinal, ela é menina.

Começa o 2º tempo. Como que entorpecida a menina apenas fecha novamente os olhos e se deixa levar pela torcida contagiada que grita o nome do seu time. E sai o segundo gol. GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL berra ainda mais alto o menino. A mãe da menina reclama. -Assim não dá, essa menina vai acordar os vizinhos, onde já viu ficar gritando por esse jogo maluco a essa hora da noite?! Mas não importa. O menino está soltando toda a energia acumulada.

E sai cartão amarelo, e ocorrem substituições, e a torcida grita, o menino grita, a menina dorme, o pensamento dela fixo nas palavras do narrador na rádio. E o menino ali, querendo que acabe sem querer que termine. E apita o árbitro. Final de jogo. Vitória! A menina adormecida ainda lentamente começa a acordar. O menino diante de tamanha euforia, percebe que é hora de ir. Ela levanta, tira da rádio e liga o cd player. As luzes já estão apagadas desde o início do jogo.

Ela se deita, tira o óculos e logo adormece. E dentro dela, feliz, o menino adormece também, pensando em quando ele irá acordar de novo. E o quarto reina em silêncio absoluto.

11 de ago. de 2007

...

As coisas as vezes parecem adormecidas, mas basta uma fagulha para acenderem.
Acho q foi isso que aconteceu hoje. Algo que estava há mmuito dormindo foi acordado. dizem que existem memória visuais, olfativas e auditivas.
Tenho todas em mim. Nesse momento a auditiva fala mais alto. Ao ouvir uma música é como se eu pudesse ser remetida ao passado por um instante.
Lembranças doces e amargas me vêem a cabeça. Momentos de dejavus também. Parece que tudo gira em círculo realmente afinal. E como se estivesse destinada a issso, tudo se repete novamente. É vicioso, só pode.
Quero fazer diferente, mas não tem como. Acho que no fundo a previsibilidade da minha essência não deixa.

E o pior é o sentimento de saudade que algumas coisas gera. Saudade da época em que nada disso ocorria.

E chega. Tá pessoal demais por hj.

10 de ago. de 2007

No ônibus

Olha a menina sentada à janela.
Parece contemplar a paisagem, mas sua cabeça dá voltas e voltas.
Nem repara que não está sozinha e que é observada com curiosidade.
Apenas olha para fora como se nada mais importasse. E talvez naquele momento realmente não importe.
Se não estivesse cercada de pessoas, quem sabe a lágrima dançarina poderia escorrer pelo rosto. Mas não ali. Ainda tem um pouco de orgulho pra se deixar ver chorando.
Apesar dos olhos estarem úmidos, não há tristeza na menina. Claro que a vida não é perfeita, a de ninguém é. Mas não está se sentindo triste. Não no momento.
Porque então que sente vontade de chorar?
Nem ela mesma entende às vezes. Gostaria de compreender. Se sente frustrada por não conseguir fazer as pessoas entenderem algumas de suas atitudes. Entender realmente, não achar bonitinho e conveniente.
Relembra de algumas pessoas que dizem para ela nao agir de determinada forma....mas como se fala pra alguém não fazer algo que faz parte da natureza dela?
Relembra de quando não agiu da tal forma e foi censurada por quase todos por ter mudado de atitude. Como então mudar de comportamento, se as pessoas não aceitam?
Complicado...e a paisagem da janela muda. Quem está ao lado dela continua olhando com a mesma curiosidade inicial. Parece querer puxar assunto, mas ela está como se hipnotizada.
Aparentemente apenas. Ela sabe o que se passa ao redor, apenas não quer perder o foco dos pensamentos.
Parece procurar respostas do outro lado do vidro. Mas elas não estão lá. E nem estarão. A verdade, é que não há respostas.
A angústia aumenta. Não tem com quem conversar sobre o assunto. Talvez a única pessoa que pudesse compreendê-la não pode respondê-la. Não se sabe de casos de reflexo no espelho terem vida própria.
Algumas músicas vem a sua cabeça. Um esboço de um sorriso passa sobre seus lábios. Mas ainda assim não consegue deixar de pensar. O que ela gostaria é que não apenas compreendessem, mas que seguissem sua linha de raciocínio. E ela chega a mesma conclusão banal de sempre. Lidar com seres humanos é complicado...
Suspiro.
Aproveitando a deixa ela ouve uma pergunta lá longe. Ok, chega de devaneios, pensa, hora de voltar a realidade. Com o mesmo jeito sorridente de sempre ela responde a pergunta de quem estava ao seu lado. Nem receptiva nem antipática, mas sente que tolhe a vontade de dialogar do questionador por um instante.
Resolve voltar a janela. Tenta se lembrar de porque começou a pensar em tudo aquilo se nada foi provocado para isso. Lembra-se das aulas de anos atrás. Os pensamentos são mais rápidos que as palavras. Os dela devem viajar na velocidade da luz, conclui.
Olha o relógio, nem atrasada nem adiantada. A tarde segue mormacenta e quente.
O perguntador, vendo que nada mais ganharia ali, desce no seu destino.
Destino...palavra que mais ocupa a mente da menina sentada à janela. A paisagem agora é mais familiar do que a do restante do trajeto. Sente-se quase em casa. Hora de voltar a realidade.
E ao descer do ônibus, deixa na janela toda a viagem pensante. Quem sabe seus questionamentos encontrem o seu destino.

8 de ago. de 2007

No aeroporto

A crise aérea que me perdoe, mas aeroportos são locais realmente fascinantes.
Eu que pouco gosto de observar as pessoas, quase não me divirto neles...ironias a parte ontem foi dia de receber pessoa querida que veio de longe.
E também tive a chance de observar comportamentos e atitudes das pessoas que lá estavam. Primeiro voltarei no tempo, para um ano atrás, um pouco mais na verdade, quando estava esperando alguém que na época não fazia noção da dimensão que teria na minha vida.
Naquelas quase duas horas de espera o que vi de gente chegando e partindo não foi brincadeira não. A grande maioria eram adolescentes brasileiros vindos da Disney, me lembro da galera saindo pelo saguão de desembarque devidamente equipada de orelhinhas, Plutos, Donalds e Patetas, jaquetas Hard Rock Café e todos aqueles souvenires clichês clássicos de quem vai para a terra do Mickey Mouse. Algumas avós com seus netinhos devidamente fantasiados também faziam parte da comitiva que chegava.
Engraçado que eu me lembrasse desses fatos, até porque quem eu estava esperando naquele dia não chegou e não pude nem estar presente quando finalmente tocou solo brasileiro. Destino.
Mas ontem enquanto esperávamos pacientemente a alfândega liberar o amigo querido vindo de terras nipônicas pude ver que naquele vôo da TAP iam bem mais que os adolescentes da Disney do ano anterior.
Tinha o casal, que pela calorosa recepção não se via há muito tempo ou nunca havia se visto pessoalmente, os velhinhos que foram encontrar os netos, muuuuuuitos italianos de meia-idade e jovens mulheres também.
Além disso, era grande o número de pessoas segurando plaquinhas com nomes de pessoas que nunca viram na vida, esperando pacientemente por alguém com quem não tinham nenhuma identificação.
Uma das coisas que passaram na minha cabeça foi aquele filme com Tom Hanks, O Terminal. Não sei porque, fiquei pensando na vida de quem vive de aeroporto em aeroporto...enfim...divagações que ocorrem nas minhas idas ao aeroporto.
Ao vê-lo atravessar o portão de desembaque me veio na cabeça uma música. Termino com ela que traduz bem a infinidade de sentimentos que vi por lá e que senti também.

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai querer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir
São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro é também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
(Milton Nascimento - Encontros e despedidas)

6 de ago. de 2007

A Rosa de Hiroshima


O Japão hoje "comemora" o 62º aniversário da bomba de Hiroshima. Na cidade atingida, como todo ano, fizeram uma sessão solene no Memorial da Paz lembrando as vítimas do ataque com a presença de sobreviventes, uma vez que a bomba matou mais de 250 mil pessoas.
A explosão acabou com tudo que havia em um raio de 2 km de distância e é a famosa cena do cogumelo de fumaça que vem a mente toda vez que se fala no episódio.
62 anos depois do incidente, poucas pessoas olham realmente para o que a bomba fez com a cidade de Hiroshima. Quem vêem a cidade hoje, tão moderna quanto qualquer outra cidade do Japão se ilude achando que está tudo bem.
Mas os efeitos da Little Boy não estão mesmo no concreto e aço. Estão nos filhos e netos dos sobreviventes da bomba. Aqueles sobreviventes que, mesmo não sendo atingidos pela explosão, foram atingidos pelos efeitos da radiação.
Tanto a Little Boy quanto a Fat Man foram jogadas ao acaso, sem que se soubesse o real "poder de fogo" dos armamentos. O mundo não tinha noção do que era uma bomba atômica, mas em poucos dias descobriu os horrores que se encerravam dentro das cápsulas.
A cápsula de urânio explodiu a cerca de 600 m do solo, com uma potência equivalente a 13 kton de TNT, matando um número estimado de 70.000 a 80.000 pessoas.
Quem quiser saber um pouco do que foi o "depois da bomba", aconselho a ler o livro Hiroshima, de John Hersey, que conta a história de seis sobreviventes. Na minha opinião uma das mais brilhantes reportagens já produzidas.
Em 9 de agosto houve o segundo ataque, com a Fat Man, em Nagasaki e seis dias depois a rendição do Japão e o consequente fim da Segunda Guerra Mundial.
E nessas horas eu me lembro do Poetinha....

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
(Vinicius de Moraes - Rosa de Hiroshima)



5 de ago. de 2007

Vamos marcar!

Conhece o diálogo a seguir?
-Oi!
-Oi!
-E aí como você está?
-Estou ótimo e você?
-Também...
-Cara, a gente precisa juntar a galera, sair...não acha?
-Com certeza, temos que marcar!
-Certeza vamos marcar então!

Já reparou que essa frase geralmente significa que não será marcado nada? Seja pelo MSN, Orkut, telefone ou até mesmo pessoalmente.
Se você e uma pessoa se encontram casualmente, muitas vezes depois de séculos sem se falarem parece que esse é o padrão-de-diálogos-que-precisa-ser-seguido.
O "vamos marcar" também serve como um grand finale para que você possa se despedir da pessoa e acabar com o assunto.
Mas por que razão falamos "vamos marcar" se na verdade não queremos marcar nada? Ou será que queremos mas acabamos impedidos por outras coisas?
A rotina cada vez mais espremida do ser humano hoje faz com que mesmo que queira, ele não consiga "marcar" nada. Estamos tão preocupados com o nossos afazeres que às vezes esquecemos de lembrar das pessoas que fazem parte da nossa vida.
Muitas vezes apenas por não ser mais do nosso convívio diário, parecem que elas simplesmente somem da nossa mente, não passando a ser nada além de uma figurinha no orkut, fotinho no msn ou número na agenda de telefones.
Sem generalizar, nem todas as pessoas nas nossas vidas são assim. Há aquelas que são extremamente importantes na vida, com as quais se pensam sempre, se mantém contato, se tem notícias...
Mas há aquelas pessoas que um dia cruzaram a sua vida e por alguma razão não ficaram...essas entram na fila do "vamos marcar". Algumas vezes nos iludimos e damos excesso de confiança essas pessoas pessoas passageiras. E quando se dá conta, vemos que para elas não éramos nada além de mais umda fila do "vamos marcar, mas de verdade!"

Penso que as pessoas realmente importantes na vida de uma pessoas não falam que "vão marcar" Elas marcam, sem falar.

Ó de casa!

Pois é...Barrakinha sendo reaberta.
Já que sempre perguntam o por que de ser Barrakinha, vamos a explicação inicial. A dona desse blog adora acampar, é uma das atividades favoritas dela. se ela pudesse ela simplesmente colocaria a mochila nas costas e sairia pelo mundo. Talvez um trailler ajudaria, ou pelo menos um carro hehehe
Mas já que vivemos em um mundo capitalista, infelizmente ela não pode fazer isso. Só que a barraca costuma ser sua segunda casa. E como esse é o espaço dela, nada melhor do que se "sentir em casa". Portanto, essa é a primeira razão d ser a Barrakinha.
A segunda razão é a seguinte: Quando vcs vão a feira comprar toda espécie de bugigangas, aquelas feiras tipo mercado de pulgas, tem sempre uma barraquinha genérica q não é uma barraquinha especializada em nada. Tem de quase tudo. Eis portanto a segunda razão.
A terceira é que a dona da Barrakinha adora ambiguidade com as palavras.
E como está sendo reaberta, motivo houve. Digamos que andaram atiçando seus macaquinhos inquilinos do sotão para voltar a escrever.
Feitas as apresentações. Sinta-se em casa. Puxa um saco d dormir , tira o tênis pra não dar chulé e vamos entrando ;)