O Japão hoje "comemora" o 62º aniversário da bomba de Hiroshima. Na cidade atingida, como todo ano, fizeram uma sessão solene no Memorial da Paz lembrando as vítimas do ataque com a presença de sobreviventes, uma vez que a bomba matou mais de 250 mil pessoas.
A explosão acabou com tudo que havia em um raio de 2 km de distância e é a famosa cena do cogumelo de fumaça que vem a mente toda vez que se fala no episódio.
62 anos depois do incidente, poucas pessoas olham realmente para o que a bomba fez com a cidade de Hiroshima. Quem vêem a cidade hoje, tão moderna quanto qualquer outra cidade do Japão se ilude achando que está tudo bem.
Mas os efeitos da Little Boy não estão mesmo no concreto e aço. Estão nos filhos e netos dos sobreviventes da bomba. Aqueles sobreviventes que, mesmo não sendo atingidos pela explosão, foram atingidos pelos efeitos da radiação.
Tanto a Little Boy quanto a Fat Man foram jogadas ao acaso, sem que se soubesse o real "poder de fogo" dos armamentos. O mundo não tinha noção do que era uma bomba atômica, mas em poucos dias descobriu os horrores que se encerravam dentro das cápsulas.
A cápsula de urânio explodiu a cerca de 600 m do solo, com uma potência equivalente a 13 kton de TNT, matando um número estimado de 70.000 a 80.000 pessoas.
Quem quiser saber um pouco do que foi o "depois da bomba", aconselho a ler o livro Hiroshima, de John Hersey, que conta a história de seis sobreviventes. Na minha opinião uma das mais brilhantes reportagens já produzidas.
Em 9 de agosto houve o segundo ataque, com a Fat Man, em Nagasaki e seis dias depois a rendição do Japão e o consequente fim da Segunda Guerra Mundial.
E nessas horas eu me lembro do Poetinha....
A explosão acabou com tudo que havia em um raio de 2 km de distância e é a famosa cena do cogumelo de fumaça que vem a mente toda vez que se fala no episódio.
62 anos depois do incidente, poucas pessoas olham realmente para o que a bomba fez com a cidade de Hiroshima. Quem vêem a cidade hoje, tão moderna quanto qualquer outra cidade do Japão se ilude achando que está tudo bem.
Mas os efeitos da Little Boy não estão mesmo no concreto e aço. Estão nos filhos e netos dos sobreviventes da bomba. Aqueles sobreviventes que, mesmo não sendo atingidos pela explosão, foram atingidos pelos efeitos da radiação.
Tanto a Little Boy quanto a Fat Man foram jogadas ao acaso, sem que se soubesse o real "poder de fogo" dos armamentos. O mundo não tinha noção do que era uma bomba atômica, mas em poucos dias descobriu os horrores que se encerravam dentro das cápsulas.
A cápsula de urânio explodiu a cerca de 600 m do solo, com uma potência equivalente a 13 kton de TNT, matando um número estimado de 70.000 a 80.000 pessoas.
Quem quiser saber um pouco do que foi o "depois da bomba", aconselho a ler o livro Hiroshima, de John Hersey, que conta a história de seis sobreviventes. Na minha opinião uma das mais brilhantes reportagens já produzidas.
Em 9 de agosto houve o segundo ataque, com a Fat Man, em Nagasaki e seis dias depois a rendição do Japão e o consequente fim da Segunda Guerra Mundial.
E nessas horas eu me lembro do Poetinha....
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
(Vinicius de Moraes - Rosa de Hiroshima)
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
(Vinicius de Moraes - Rosa de Hiroshima)

2 comentários:
ahahahaha "vamos marcar mesmo" disse tudo!
bjussss dona escritadeira =P
Nuss, a gente estuda isso e nem pensa nas consequencias...
sabe que matou gente e daí? nao nos interfere em nada mesmo, nao é?
De qualquer maneira não é bem assim...
enfim... adorei o seu blog, carol!
E esse poema... ADORO :D
Vou sempre passar por aqui e conferir o que você posta pra gente deinteressante :p
Bjus
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